Cada vez que o Tether “imprime” mais um bilhão de USDT, o mundo cripto dá de ombros como se fosse uma transação normal. Mas vamos chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome: esta é a maior fraude financeira legalizada da história moderna. E possui donos reais, advogados reais e apoiadores reais.

1. Quem realmente possui o Tether
- Giancarlo Devasini — CFO da Bitfinex, a mente por trás do Tether. Ex-cirurgião plástico sem experiência financeira, agora controla a maior impressora de dólares sombra do mundo.
- Philip Potter — ex-CSO da Bitfinex, um dos primeiros arquitetos do USDT, anteriormente ligado a negócios obscuros em Wall Street nos anos 1990.
- iFinex Inc. (a empresa-mãe da Bitfinex e Tether Holdings) — o guarda-chuva offshore que protege os verdadeiros beneficiários.
A Tether Holdings está incorporada nas Ilhas Virgens Britânicas, uma jurisdição perfeita para ocultar a propriedade beneficiária e escapar de supervisão rigorosa.
2. A proteção legal
- O Tether opera através da iFinex Inc., registrada em Hong Kong e nas Ilhas Virgens Britânicas.
- A proteção legal é fornecida por escritórios de advocacia offshore e consultores, alguns dos mesmos expostos nos Panama Papers.
- Esta estrutura garante que os verdadeiros proprietários permaneçam protegidos de processos de investidores e ações regulatórias diretas.
3. Os apoiadores e stakeholders
O Tether não poderia sobreviver sem protetores poderosos:
- Reguladores dos EUA (CFTC, Tesouro) — multaram o Tether em US$ 41 milhões, mas nunca o fecharam. Por quê? Porque o USDT se tornou uma ferramenta conveniente para monitorar e controlar os fluxos globais de cripto.
- Wall Street e fundos — as “reservas” do Tether incluem commercial paper e instrumentos de dívida frequentemente vendidos por grandes bancos. Efetivamente, o Tether compra papéis tóxicos de gigantes financeiros e, em troca, imprime bilhões de USDT.
- Traders e elites chinesas — o USDT é amplamente usado na China como dólar sombra para contornar controles de capital, tornando o Tether valioso para redes poderosas na Ásia.
4. O mecanismo
- Tether e Bitfinex cunham bilhões de USDT com pouco ou nenhum lastro real.
- Esses tokens fluem para exchanges, inflando os mercados de BTC e ETH.
- Em troca, o Tether coleta ativos reais: moeda fiduciária, ouro, imóveis, BTC.
- Quando a bolha estourar, os proprietários do Tether ficarão com riqueza tangível, enquanto os detentores de USDT ficarão com promessas sem valor.
5. Por que não é fechado
- O colapso do Tether hoje desencadearia um colapso sistêmico de todo o mercado cripto — trilhões em valor poderiam desaparecer da noite para o dia.
- Bancos, fundos e até governos com exposição indireta sofreriam.
- É por isso que o Tether permanece um esquema de pirâmide com proteção internacional, tolerado porque ainda é útil para quem está no poder.
Conclusão
O Tether não é um stablecoin. É um Federal Reserve privado em um paraíso offshore, administrado por figuras como Giancarlo Devasini, com proteção de Wall Street e aprovação silenciosa dos reguladores.
Cada novo bilhão de USDT cunhado não é lastreado por dólares — é lastreado por uma promessa. Uma promessa que um dia entrará em colapso, desencadeando o maior desastre financeiro da história das criptomoedas. Até lá, a elite converte em ouro real, fiat e BTC, enquanto o mundo aceita a ilusão do Tether como realidade.